sábado, 31 de março de 2012

Coexistência luxuria religiosidade


Esperar a vida inteira por um momento que se torne único e inesquecível. Imaginar, idealizar todos os sentimentos que deveriam ser recíprocos. Todas as fantasias que deveriam ser realizadas. Toda solidão, tédio, ilusão, apagados. Amor, paixão, desejo sendo confundidos com uma simples palavra chamada vontade. Vontade de ter tudo aquilo que disseram ser necessário para ter uma vida normal. Normal diante das verdades que os outros julgam necessárias à sua vida. Que vida? Que tudo? Tudo muitas vezes acaba em nada.
Angélica Frigini
_____________________________________________________
E quando os sentimentos correm opostos ao que o uma certa “fé” manda?
E quando a gente coloca princípios de um livro antigo sobre nossas vontades?Não acredito que seja apenas um livro antigo, mas como muita coisa dele não se segue mais por ser demodê, outras coisas vão ficando, para obrigar, reprimir sentimentos e vontades.Acho que todo louco saí desse ponto. Se reprime, se fecha, não se permite, e quando estoura, não se sabe do que é capaz. A fé e o amor, são sentimentos ensinados e que devem ser seguidos, também não sou a favor do sexo um, egoísta, somente por vontades mas o sexo com amor, em 2...bem como diz a Rita Lee. Mas o lance é que somos um ser misto. Misto de sentimentos e pensar com o lado animalesco, meio pré histórico que tem necessidade de se reproduzir e por isso sempre nos metemos dos dois lados da coisa, mesmo tendo consequências quando dá errado, porem não acho pecado e não devemos ser crucificados por esse tipo de atitude, estou numa segunda fase de desilusão com igrejas e pessoas, e cada vez tenho mais certeza que a fé, respeito e amor são os únicos caminhos para trilharmos rumo a paz, rumo a um status que acredito eu ser uma utopia, mas que deve ser traçado, tentado e buscado por nos a cada dia.
Reiri Bittencourt
__________________________________________________________

Às vezes penso sobre o primeiro homem a perceber o significado de morrer. Faço uso dessa nossa mania de criar fronteiras e imagino que houve um primeiro indivíduo a encarar a verdade derradeira: Somos todos perecíveis. Neste momento ele deve ter invejado aos lobos que corriam pelas pradarias, língua pra fora e rabos em riste, ignorantes de seu destino funesto. Ele com certeza sentiu medo. O “medo original”, se posso dizer. Este medo talvez tenha sido o sócio majoritário na fundação de todas as religiões. Sim, porque o papel primordial da religião é oferecer alento, confortar e dar alívio aos nossos medos. Ela nos oferece alguém “lá em cima” a quem podemos clamar e esperar soluções. Oferece-nos um lugar para onde nossa mente pode se transportar quando nosso corpo se deteriorar e desligar para sempre.

Entretanto, é da natureza humana não acreditar naquilo que é dado de graça. Conhecemos e vivemos bem demais a lei fundamental da natureza. Se a religião nos cobra grandes sacrifícios para a solução dos grandes problemas, esta parece mais crível aos nossos ouvidos. Afinal, algo pelo qual tenho que me sacrificar tanto deve ser real! E deve ser muito, muito bom! E isso tem um duplo valor para a religião, porque além do viés de credibilidade ainda oferece o cenário perfeito para seu florescimento: o Poder. Sobre nossas opiniões, nossas ações e nossa inteligência. Essa dominação é fundamentada em um principio simples, mas ao mesmo tempo poderoso e de grande apelo psicológico, chamado “Pecado”. Ao inventar o pecado a religião oferece ao homem a moeda de troca para sua salvação ao mesmo tempo em que lhe coloca os grilhões. A partir deste ponto todo prazer é proibido, exceto o êxtase oferecido pela fé, cega e obediente.

O primeiro prazer a ser “demonizado”, obviamente, foi o sexo. O “Pecado Original”, o pai de todos os pecados e o mais escandalizador de todos. Imediatamente colocado na lista dos sete grandes com o pseudônimo de “Luxuria”, um nome que causa arrepios nas damas de família ajoelhadas nos templos por toda a parte... Porque segundo a lógica deturpada das doutrinas religiosas, se eu não abdicar daquilo que o meu corpo mais anseia, logo não obterei a grande “graça” e, portanto, estarei de volta à estaca zero, com medo. E um medo ainda pior que o primeiro, dadas às pinceladas literárias surreais que colorem o destino dos pecadores. Uma pena. Porque até hoje muitas pessoas abandonam o exercício de viver, submersas por uma ilusão sem sentido e, apesar de privadas de tudo, ainda acreditam que são felizes. E muitas pessoas exercem plenamente as alegrias simples da vida, mas não conseguem ser felizes porque são atormentadas pela Culpa. A Culpa, filha primogênita do Pecado, que é bastardo da união do Medo com a Falsa Esperança.

Carlos Resende
link sugerido pelo autor para assunto de mesmo teor intelectual 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sinfonia de uma nota só





Pensando bem de que adianta estar rodeado de pessoas se no seu intimo você está só?
Um sorriso falso , não ofusca um olhar triste. Dizem os mais cultos que é impossível ser feliz sozinho , porém me pergunto se aturar falsidade é ser feliz? O ser solitário é triste , o ser popular também. Temos nossa necessidade  exibicionista de mostrar para todos o que temos e o que somos, porém temos nossa necessidade de refugiarmos na escuridão interna do nosso próprio ser, para refletirmos , para recebermos escarrado na cara pelo nosso próprio ego que não somos perfeitos e que não somos completos. em contraponto quando rodeado de pessoas somos influenciáveis. Novamente me deparo com a pergunta. É impossível ser feliz sozinho? A resposta eu não sei , mas certo estou de que  necessito de doses diárias de solidão e mimo. 
André Silva
__________________________________________________


Todos formamos una sociedad en la que estamos rodeados de diferentes personas, pero aún así nos sentimos solos, es como si nos faltará algo o alguien a nuestro lado, teniendo todo ya sea  la familia, amigos o las cosas materiales, igual sigue faltando. La soledad no es tan buena ni tampoco mala, me refiero a que de vez en cuando estar solos con nuestro silencio, nos hace bien para poder pensar en lo que hago o dejo de hacer, así también pasar mucho tiempo solos puede causarnos un aislamiento total de la realidad en la que vivimos, ya que la soledad con medida es un descanso en nuestro espacio personal, de una sociedad que nos consume.
Stella Marys
__________________________________________________


E se canta é pra males espantar, se pousa é para um pouco descansar e apreciar. Sobre os fios, pardais, sabiás, rolinhas, ali também para apreciar o céu, o dia a natureza misturada a selva de pedra, e a sensação que temos ao ver um pássaro é logo a de liberdade.Que liberdade? É o que me pergunto, se ter asas é ter liberdade, se voar é ter liberdade então o homem que voa, ou com aviões ou com asa delta ou o que for é livre? Acho que não.Não sei quais os motivos para idealizarmos que pelo fato de voar somos livres.Acho ignorância essa comparação. Porque todo animal não racional é livre, voando ou não.O que nos difere é o ato de pensar, e de ser bom e mau, e de ser as vezes egoísta, pois não agimos simplesmente por instintos, agimos mas pensamos para fazer. E alem disso também sentimos, não simplesmente pelo toque, mas no coração, assim mesmo de modo figurado, porque os sentimentos tem suas reações encadeadas ao nosso cérebro, ou seja o pensar e o agir, completamente ligados. Com isso concluo que não somos livres como os pássaros e que a busca interminável não é somente pela sobrevivência, mas pela felicidade, encadeadas mas nem sempre ligadas.
Reiri Bittencourt
____________________________________________________________

O pássaro acompanhado no seu ninho vê um pássaro sozinho no fio. O pássaro do ninho fica a observar o som e a ouvir a cor céu. Sozinho no fio se equilibra em detalhes. Um pio de cada vez.Do ninho o pássaro também quer voar, quer se prender ao fio e observar a distância.Quer compor uma sinfonia de uma nota só; sentir a brisa fria e nunca se reduzir ao pó.A pálpebra se fecha por menos de um segundo. O pássaro do fio abre as asas e desaparece.O pássaro do ninho se assusta - quanto tempo esteve a divagar? Em seu ninho, dizem que tempo é dinheiro;não pode se atrasar. Atravessa a rua, vê outros pássaros - todos são como ele. Correm, não podem voar.
Desirée Suzuki

domingo, 25 de março de 2012

Tranquilidade





Seria mais fácil se pudesse ver a face e tentar decifrar o que por ventura pensa esse ser. Não que seja fácil definir e compreender os pensamentos de outra pessoa. Muitas vezes não somos donos de nossos próprios devaneios imaginem de outrem. Poderia simplesmente ser um dia para observar o que mais aprecio, poderia ser um dia para ficar comigo mesmo e meus pensamentos incompreendidos, poderia simplesmente olhar para o nada. O que meus olhos vêem nunca será o mesmo que você vê, minha realidade pode parecer a maior loucura para algum por ai que simplesmente prefere não pensar e apenas observar.
Angélica Frigini 
___________________________________________________________________

La tranquilidad.
Vivimos en una sociedad estresada, en la que andamos de aquí para allá con mucha prisa y no podemos disfrutar con tranquilidad las cosas o momentos importantes, que realmente nos brinda la vida. El despertar cada día, para hacer la rutina diaria es lo normal pero eso no significa que las tenemos que hacer de prisa  y sin calma, de esa forma no podremos disfrutar de la tranquilidad de las cosas que hacemos a diario.
Uno puede buscar la tranquilidad de muchas formas; como por ejemplo en el trabajo descansar unos minutos, cerrar los ojos y tratar de relajarse, olvidarse por un momento de todo, y luego volver a lo se estaba haciendo pero ya seria con mas calma o tranquilidad. Lo más importante seria volver a la casa o ir a algún lugar en donde uno pueda disfrutar, ya sea solo o en compañía después de un día atareado, lo interesante seria olvidarse y no preocuparse de las cosas, disfrutar del momento.
Stella Marys Acuña Miranda
_______________________________________


Sentar e observar. Parar para ver. Analisar, cada segundo, mesmo sem contar, sem saber quanto tempo ali esta. Pensar no obvio. No que não foi. No que vai ser. No dia de amanhã. No café. No azul. Na família. Na solidão. No campo. Na vida que leva. Um chapéu pra acalmar o calor do sol na cabeça, ali parado bucólico. Um minuto respirando, ar puro, sem face a mostrar, mas uma vida a seguir.Talvez sem rumo. Talvez feliz, mas seguindo, pensando, vivendo, aprendendo. 
Reiri Bittencourt
_____________________________
E Hoje eu acordei mais tranquilo
vi que, por mais que eu quisesse as coisas do meu jeito, não teria como
então Larguei contas, papelada de lado, e fui pensar mais em mim
fui tomar um sol e acabei refletindo que ...
por mais que eu queira tudo do meu jeito, não terá como
porque dinheiro pode até trazer um sorriso
mas a tranquilidade da alma, traz serenidade e felicidade verdadeira 

Mac Rust

sábado, 24 de março de 2012

Inaugurando o Blog

Olá, hoje estou inaugurando o blog , nosso objetivo é divulgar idéias, qualquer pessoa pode participar.
já temos alguns parceiros trabalhando nas primeiras postagens. aguardem.